Ó chuva que estais nos céus

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Sentado no computador,
escrevendo bobagens para um diário virtual.
Ao som da chuva as palavras formavam frases,
enquanto isso os porcos soltavam gases.

O barulho da água tocando no chão,
é muito melhor do que um vulcão;
ou escutar minha irmã tocando violão.
O som da chuva nos hipnotiza,
a ponto de inundar vossos pára-brisas.

A chuva pode ser terrível,
assim como silenciosa.
Uma maré pode ser sensível,
enquanto outras podem ser "fodas".

Gotículas que caem em nossas cabeças e telhados,
fazendo nos sentir uma incrível sensação: o molhado.
Sensação gostosa, porém porca.

Ah chuva! Que cai sobre minha casa,
que cai sobre as estradas.
Pleno Verão, sinônimo de praia;
nos contentamos com as ruas alagadas.

Chove chuva,
chove sem parar.

Thiago Kimori

Aproveitando a vida

Oba, mais um ano acabou
e eu aqui estou;
Saúde e tudo mais;
esse ano foi bom demais.

Vivendo e aprendendo,
errando e se fu...;
Mas não paramos por aqui,
quem procura, acha;
e quem pára, mata.

Crescemos nesse ritmo alucinante,
uma vida tão chocante;
Em que 1 segundo destrói,
o que 10 anos constrói.

Aproveitar ao máximo pode ser a solução;
pode não, deve!
Não perca tempo, tempo é dinheiro,
e quem perde tempo, vira pedreiro.

Thiago Kimori

Feliz ano novo, adeus ano velho

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008


Fim de ano chega e tudo nos faz pensar. Colocar na balança as coisas boas e coisas ruins do ano que está acabando, ver no que podemos melhorar, e conseguir melhorar. Todo mundo erra, nenhum ano é perfeito do início ao fim. Temos brigas, desavenças, festas, alegrias, coisas boas... A vida é assim.

Refletimos então no último dia do ano, faremos promessas para o ano que está chegando, mas não sabemos se iremos cumprir. Projetos surgirão na nossa cabeça, idéias (às vezes revolucionárias) passarão por nossos pensamentos, sempre em busca de algo novo, afinal o ano é novo.

O branco é a cor que simboliza o ano novo, aquele mar branco de gente que invade o mundo todo. Em Tóquio, Roma, São Paulo, Buenos Aires, Londres, Nova York, todos comemoram juntos pela vinda do próximo ano. Quando chega, o ar de renovação toma conta de todos e de tudo. As esperanças se renovam, tudo parece possível, tudo parece plausível a ponto de mudanças.

O ano de 2008 acabou, mas 2009 está chegando, e continuaremos em busca de novos anos, sempre com esse espírito bom e humano. Afinal 2010 está logo ali.

Um feliz ano novo para todos!

Cada vez mais longe...

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008


Enquanto o Brasil inteiro acompanha os momentos finais da novela das oito, o futebolistas do Brasil inteiro, ou pelo menos os palmeirenses, acompanham os desfecho de outra novela que vêm durando bastante tempo.

Kléber fica ou não fica no Palmeiras? Uma pergunta difícil, mas que parece ter um final trágico, pelo menos para os palestrinos. O time do Parque Antártica fez uma segunda proposta, possivelmente de 4,5 milhões de euros, mas que não agradou os ucranianos do Dínamo de Kiev. A situação fica cada vez pior para o lado verde, que tem prioridade até o dia 31 de dezembro.

Caso a negociação entre Palmeiras e Dínamo não tenha um final feliz, Internacional e Corinthians aparecem fortes para tirar o atacante do Palestra Itália.

FOTO: www.costarica.news.com.br

Alex: Um sonho antigo e talvez possível

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008


Primeiro foi Adriano no São Paulo, agora Ronaldo no Corinthians, e parece que não pára por ai não. Os grandes clubes do Brasil estão correndo seriamente atrás desses grandes nomes do futebol mundial, e o próximo a dar as caras por aqui poderá ser o meia Alex, do Fenerbahce, da Turquia. O destino: Palmeiras.

O sonho é antigo de repatriar o meia, mas que só parece possível no segundo semestre de 2009, pois o contrato do jogador com o time turco tem duração até essa data. Na atual situação do Verdão, tudo isso parece ser mais um sonho do que uma chance de sucesso. Mas tomara que dê certo, pois só assim para o futebol brasileiro voltar a ter brilho, brilho que vêm sendo ofuscado nos últimos anos.

Então é natal...

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008


E o que você fez?

O ano foi bom?
O ano foi ótimo?
O ano foi horrível?

O natal é o dia da alegria, é o dia que não só simboliza o nascimento de Jesus, ou a chegada do Papai Noel, mas é sim um dia muito especial. É o dia em que todos são iguais, é a data em que todos estão felizes, todos fazem promessas para mais um ano que vem chegando, e outro que está acabando.

Realmente o espírito natalino é algo sensacional, o brilho nos olhos das pessoas, a felicidade de uma criança ao receber o seu presente tão desejado, aquele mesmo presente que foi lembrado na carta destinada ao Papai Noel. E este, por mais que não exista de verdade, com certeza existe na imaginação de todos, e com certeza faz parte ou já fez parte da vida de todos.

O natal chega para unir as pessoas, nesse mundo tão horrível, nesse mundo tão violento. Pedimos para que pelo menos este dia seja respeitado, e que possamos comemorar esta data com toda a tranqüilidade e felicidade do mundo. Um feliz natal para todos!

Por um mundo melhor

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008


Quem disse que argentino não tem boas idéias? Fato que pelo menos um teve, e das boas. Um assunto tão importante, misturado com uma incrível criatividade surpreendeu à todos que passavam por uma rua de Buenos Aires. O manifestante distribuiu folhetos, enquanto "derretia" na calçada. Óbvio que tudo era uma grande produção (e que produção), mas que com certeza tocou à todos que passavam por ali.

O mundo não é uma grande brincadeira. Levemos à sério esse planeta em que vivemos, consideremos o fato de que ele possivelmente vai acabar um dia. E se nós não colaborarmos, só adiantaremos esse final trágico.

O aquecimento global é um assunto tão importante, mas nem tão respeitado ou divulgado como deveria ser. Muitos se preocupam, poucos se movem. Se mover na busca de mudanças, se mover para concientizar os outros que não tem a mínima noção dos riscos que corremos com tal fato, o famoso "buraco" na camada de ozônio.

Procure saber sobre o planeta em que você vive, procure se atualizar das tragédias que acontecem nele, procure estar bem informado sobre o que você deve ou não fazer. O mundo não é uma grande piada, muito menos a sua vida. Veja o mundo como uma casa alugada, um dia você sairá dela, e ela deverá estar em boas condições para o seus novos moradores. Seus filhos.

FOTO: globoesporte.com

Ronaldo é do Corinthians

terça-feira, 9 de dezembro de 2008


É certo que Ronaldo é um fenômeno (ou foi.). É certo que Ronaldo foi um dos melhores atacantes do mundo, foi! É certo que Ronaldo não entra em forma há mais três anos. E é certo que Ronaldo, nas piores condições possíveis, renderia muito mais dinheiro à qualquer clube brasileiro do que um Herrera da vida.

Temos os dois lados, Ronaldo trará muito dinheiro ao Timão, com camisas e derivados. Mas será que vale a pena gastar tanto dinheiro assim com uma grande incógnita? Talvez se aproveitar do nome dele seja a grande vantagem, mas com um atacante assim, precisaria de mais um para suprir as suas ausências, que convenhamos, será muitas.

Mas o futebol brasileiro é assim, enquanto na Europa reinam os grandes craques, aqui ficamos com os já "consagrados".

FOTO: globoesporte.com

A queda de mais um gigante

domingo, 7 de dezembro de 2008


Parece que virou tradição. Todo ano pelo menos um time grande é rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro, o clube da vez agora é o Vasco. Lamentável. No geral todos retornam à Série A no ano seguinte, mas será que com o time de São Januário também vai ser assim?

É triste ver um time tão grande se diminuir desse jeito. É horripilante ver um gigante do futebol brasileiro nessa situação, é realmente frustrante. E a queda não foi agora, começou há, no mínimo, seis anos atrás, pois em todos eles o time cruzmaltino brigou para não cair.

Justo agora que a administração havia mudado, parecia que tudo seria diferente. Mas não foi assim, quem sabe o ano que vem? Não custa nada torcer, e esperar o grande Vasco da Gama de volta à elite do futebol brasileiro.

FOTO: globoesporte.com

Seis vezes São Paulo


O inevitável aconteceu, todos já sabiam, todos já esperam. Pela terceira vez consecutiva o São Paulo é Campeão Brasileiro. Um time regular, um clube que mantém uma organização espetacular, e por conseqüência, mais um título.

Um campeonato em que vários times almejaram, em algum momento, conquistá-lo. Um campeonato que se esperava de tudo, menos um São Paulo campeão. O Tricolor Paulista fez como uma onça faminta em busca de sua presa, aquela que ataca no momento certo, aquela que sabe a hora certa de fazer o certo. Disparou, virou líder, e agora é campeão.

Parabéns ao Grêmio que lutou até o último jogo, teve grandes chances durante a competição de se sagrar o número 1, mas bobeou em momentos importantes. O mesmo se resumi ao Palmeiras, Cruzeiro e principalmente ao Flamengo, que começou o Brasileirão de modo espetacular e depois se apagou em si mesmo.

Aplaudimos de pé agora esse gigante que se chama São Paulo, uma organização que faz dos outros clubes apenas meros figurantes, enquanto ele, sempre se torna o protagonista. Uma conquista histórica, um campeonato memorável, o melhor de todos, desde 2003. O São Paulo é hexacampeão brasileiro, e isso só ele é. Comemorem são-paulinos!

FOTO: globoesporte.com

Ficou pra última rodada

domingo, 30 de novembro de 2008

A emoção é definitivamente a palavra-chave desse Brasileirão 2008. A decisão será na última rodada, São Paulo e Grêmio lutarão pelo tão sonhado título do Campeonato Brasileiro. O Tricolor Paulista teve a chance de antecipar essa agonia, mas desperdiçou. O Fluminense, mais uma vez, atrapalhou os planos são-paulinos.

Na briga pela Libertadores, tanta emoção quanto. O Cruzeiro tropeçou de novo, o Flamengo bobeou mais uma vez, e o Palmeiras fez o possível para vencer fora de casa, mas empatou. O rubro-negro se deu mal, e continua fora da zona de classificação.

Agora chorem, lamentem, e lamentem mais ainda. A Portuguesa foi rebaixada de novo, para tristeza dos lusitanos e de todos aqueles que admiram o time do Canindé. Uma pena para o futebol paulista. O Ipatinga também já está oficialmente rebaixado para a Série B.

Não é Libertadores mas tá valendo

quarta-feira, 26 de novembro de 2008


Uma final inédita, uma final com um time brasileiro e não mais por isso, o inédito. Brasil contra Argentina na decisão, Internacional contra Estudiantes, D' Alessandro contra Verón, novo contra o velho, final da sulamericana. Importante? Não muito. Mas por que não? Talvez porque não tenha uma grande recompensa ao campeão, além dos milhões de dólares.

Uma vaga na Libertadores? Seria o ideal. E para os mais sonhadores, por que não para o mundial? Mundial de Clubes da Fifa. Você prefere ver o Inter lá no Japão ou acompanhar jogos dos "Al-..." da vida? Resposta óbvia.

Mas se todos menosprezaram essa competição, o Colorado não. Aliás, deu muito importância, tanto que já abandonou de vez o Campeonato Brasileiro, apostou tudo na segunda competição sulamericana mais importante da América do Sul.

A final não é contra o River Plate, muito menos o Boca Juniors, mas o adversário também tem sangue argentino, e não custa nada tirar uma casquinha dos nossos hermanos. Afinal, final é final.

FOTO: globoesporte.com

Um é bom, dois é ótimo, três seguidos? É Tricolor!

domingo, 23 de novembro de 2008


Quem mandou o Grêmio vacilar?
Quem mandou o Palmeiras bobear?
Quem mandou o Cruzeiro tropeçar?
E quem foi que mandou o Flamengo despencar?

Deu nisso. Faltando duas rodadas para o fim do Brasileirão 2008 adivinha quem vai ser o campeão? Pra variar, o São Paulo. Méritos? Muitos. Mas o que dizer de quatro times que passaram o campeonato inteiro na liderança, e nenhum deles será o grande vencedor?

Enquanto os quatro se preocupavam com jogos ali, jogos aqui, o Tricolor do Morumbi chegava um pouco quieto, um pouco despercebido, e hoje já é líder absoluto, e cada vez mais distante. Quem acreditava? Eu não. Mas o futebol é assim hoje em dia, vence quem é mais competente, vence quem tem mais regularidade. E regularidade foi uma palavra esquecida totalmente no Campeonato Brasileiro deste ano.

Agora fiquem com esse monopólio que nos cerca, com todo merecimento, diga-se de passagem, porém que deixa o futebol cada vez mais sem graça. Quando um clube vai ser tão grande a ponto de encarar o São Paulo de frente? Parece que só lá existe organização, só lá existe um projeto.

Admirem e copiem o que é bom, porque se continuarmos assim o futebol vai ficar cada vez mais com as cores: branca, vermelha e preta. E todo ano a mesma imagem, um goleiro artilheiro levantando uma taça, e que chorem os outros times, pois enquanto eles ficam parados, o São Paulo dispara como o melhor time do Brasil, e sem contestações.

FOTO: globoesporte.com

Cadê o melhor do mundo?

quinta-feira, 20 de novembro de 2008


Que Brasil hein! Jogadas boas pra lá, golaços pra cá! Cristiano Ronaldo? Quem é esse? Sumiu em campo. Que jogo fácil, que jogo sem palavras, um jogo do Brasil? Isso. Aquele mesmo que não fez um gol se quer na BOLÍVIA, isso mesmo, BOLÍVIA, e em pleno Engenhão.

Mas Portugal, seleção que cresceu na Europa, seleção que teve Felipão, mas agora não tem. Tem sim um time bom, por sinal muito bom. Mas o que aconteceu? Um gol tudo bem, dois até vai, mas seis? Ninguém imaginava, nem o Dunga. Mas ficamos felizes é claro, afinal o Brasil jogou que nem Brasil. A última vez que vi um jogo assim da seleção foi contra... Deixa pra lá!

Que seja! Luís Fabiano confirmou a ótima fase e fez três. O autêntico camisa 9 que tanto procurávamos está aí. Adriano que se cuide. E voltemos a sorrir com belos gols e uma bela vitória, e de goleada. Brasil 6x2 Portugal. Boa volta à terrinha!

FOTO: globoesporte.com

Jogando como nunca, amarelando como sempre

domingo, 16 de novembro de 2008

Já se tornou repetitivo o "amarelamento" do Palmeiras, já se tornou frustrante para os torcedores. Não é de hoje que o Verdão perde a chance de brigar por um título e decepciona à todos que tinham esperanças em relação à ele.

O jogo do Maracanã disse tudo, mostrou que apesar do alviverde sempre estar entre os primeiros colocados, o time não tem condições de almejar algo maior que uma humilde vaga na Libertadores. O Flamengo por sua vez jogou um partidasso, Kléberson e Ibson jogaram como craques, sem nenhum erro. O rubro-negro jogou por música. Aquelas clássicas.

Foi inacreditável. Por dois motivos, mesmo sabendo da fragilidade do Palmeiras fora de casa, não se imaginava um placar tão elástico. E do outro lado, não se imaginava uma atuação tão espetacular como foi a do time carioca. Um 5 a 2 pra ninguém botar defeito.

Agora a briga, sem dúvidas, fica entre São Paulo e Grêmio, com enormes chances de um tricampeonato do tricolor paulista. De novo!

Uma idéia que não deu certo... Mas por quê?

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Sabe-se da importância do esporte na vida de alguém, e sabe-se também que para o deficiente isso tem um significado ainda maior. No ano de 2005 um projeto começou a ser desenvolvido pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro, onde diversas escolas espalhadas pelo Brasil seriam treinadas para desenvolver o esporte paraolímpico, o nome do projeto era “Paraolímpicos do Futuro”.

A idéia principal era treinar os professores de educação física para que eles pudessem estar capacitados para lidar com pessoas deficientes, e também incluir o esporte na vida dessas pessoas, que querendo ou não são alvos de muitos preconceitos. Buscava-se uma inclusão que nem sempre acontecia, e ainda não acontece. Campeonatos entre escolas seriam organizados.

Não deu certo. O projeto durou pouco mais de dois anos, tendo fim no dia 13 de outubro deste ano. Um dos motivos alegados pela CPB foi um problema entre a entidade e o Tribunal de Contas da União. E novamente uma idéia que parecia brilhante, acabou do nada. Por que isso acontece? Idéias como essa não podem passar em branco, ou durar dois anos e serem removidas sem a menor justificativa.

Precisamos de pessoas sérias, que tenham projetos e decolem com eles até o seu limite máximo, e mesmo assim não parem, porque quem pára se acomoda, e acomodação é uma palavra que não está no dicionário dos vencedores. Afinal, esporte é vida!

É Marcão...

domingo, 9 de novembro de 2008

Mais uma vez o Palmeiras parou. Parou de vez, e não jogou nada, realmente nada. Faltou de novo um meia criativo? Com certeza. Aliás esse problema já vem tirando a paciência do torcedor, assim como a falta de poder de decisão do time, que sempre nas horas decisivas acaba tropeçando.

O Grêmio, ah o Grêmio! Que gol foi esse? De novo Marcos? Como descrever um gol assim? Sem palavras. E o desespero? Faltando 15 minutos para o fim do jogo, o goleiro Marcos já arriscava idas para o ataque. Podia sim comprometer o time, e o 2 a 0 ficava mais fácil de ser alcançado pelo time gaúcho, sorte que não aproveitou, sorte para o Palmeiras. Ou azar? Afinal a briga pelo título ficou muito mais difícil.

Faltando quatro rodadas o Verdão deu uma bobeada dessas, e pode ser crucial. De que adianta torcer contra o São Paulo se o time alviverde não faz nem a sua parte? Tristeza para os palestrinos, e alívio para os tricolores paulistas que vêem o tricampeonato cada vez mais perto.

Peixe se afoga na chuva, Palmeiras mais vivo do que nunca

domingo, 2 de novembro de 2008


Começou o clássico, mas já? 1 a 0 Palmeiras. Rápido demais, nem deu pra recompor as emoções da Fórmula 1 e lá vinha mais emoção no Brasileirão. O gol foi de Kleber, o gladiador alviverde. Mas não foi nada fácil segurar esse placar, aliás, até foi pela falta de pontaria dos atacantes santistas.

Chances e mais chances foram perdidas pelo Santos, que encontravam buracos enormes na defesa palmeirense, mas não aproveitava. Apesar da fragilidade em defender os contra-ataques do Peixe, o Verdão teve mais uma bela surpresa na zaga (nem tão surpresa assim), e foi Martinez. Para que Gladstone, ou Maurício, ou David... Martinez deu conta do recado. Assim como Bruno, que fez defesas espetaculares.

Na volta do segundo tempo, de novo! Gol do Santos, gol relâmpago, tudo igual na Vila Belmiro. Polêmica no gol, o juiz validou, o bandeirinha não. Uns dizem que foi Kleber Pereira que fez, outros que Bruno jogou contra a própria meta. Mas sem reclamações, empate justo, gol legal. A expulsão de Luxemburgo que não foi nada legal, difícil de entender.

O Palmeiras foi pra cima. Denílson e Léo Lima entraram para tentar mudar a cara da partida. De certa maneira deu certo, não daquele jeito exuberante, mas o suficiente para deixar a torcida alviverde transbordando de alegria aos 45 minutos do segundo tempo, quando Léo Lima colocou o Verdão na frente de novo, 2 a 1. E assim como na Fórmula 1, o jogo foi decidido nos último minutos, e foi algo incrível para coroar uma bela partida.

E o Cruzeiro? Ah...3 a 0 para o Goiás. Força para o Palmeiras na reta final.

FOTO: globoesporte.com

Emoção até na última curva


Uma corrida histórica, como eu previa. Que emoção na reta decisiva, e que orgulho de ser brasileiro. Felipe Massa fez honra ao país que nasceu, fez milhões de pessoas sentirem uma enorme satisfação mesmo com o vice-campeonato. A corrida foi tranqüila para o brasileiro, já para Lewis Hamilton foi emoção do começo ao fim.

O inglês oscilava sempre entre a quarta, a quinta e a sexta posição. A grata surpresa foi Vettel, que infernizou a vida de Massa, e no final da corrida estava dando o título para o brasileiro, porém Glock estragou tudo, não suportou a pressão de Hamilton e cedeu na última curva, acreditem, na ÚLTIMA CURVA!

Emoção não faltou, naquela pista molhada, aqueles brasileiros gritando, tudo aquilo que faz parte de uma linda festa. Festa que não terminou verde e amarela, mas com certeza não houve frustração. Hamilton merecia esse título, e Massa fez de tudo e mais um pouco para se sagrar campeão. Não foi dessa vez.

O brasileiro cruzou a linha de chegada campeão, e alguns metros depois viu esse título ir por água abaixo junto com aquele dilúvio que hora caía na pista de Interlagos. Mas convenhamos, um ponto de diferença é fantástico. Sorte de Lewis Hamilton, o título é dessa vez é dele.

FOTO: globoesporte.com

"É muito perigoso ser jornalista", por David Coimbra

sábado, 1 de novembro de 2008

Uma profissão perigosa, essa de jornalista. Quase todos os dias aparece um espertalhão querendo se valer ou do anonimato, ou da calúnia para espetar alguém. E a responsabilidade vai ser quase sempre do jornalista.

Plantar notícia em jornal é quase tão freqüente quanto mau-caratismo de gente bem graduada ou filhotismo que pretende passar para trás alguém que possui maior mérito.

Muitas vezes, a notícia que pretende ser plantada é cheia de verossimilhança. É muito difícil de duvidar-se dela, tão bem ela está encaixada dentro de uma situação, de um escândalo que já vem se desenvolvendo, ou então se coaduna perfeitamente com a personalidade já fragilizada de alguém.

Mas é falsa a notícia que se pretende publicar. Ou então é verdadeira mas não há como prová-la e o jornalista que intenta a divulgação fica segurando no pincel, sendo responsabilizado por não ter preenchido o ônus da prova.

É muito perigoso ser jornalista. E mais ainda, como me aconteceu há 20 dias, faltando apenas 25 minutos pra eu entrar no Jornal do Almoço, me veio a informação bombástica. Tive apenas alguns minutos para checá-la, não como eu queria amplamente, mas perifericamente como mal eu desejava.

E tive de dar a notícia. Arriscando a minha pele, embora com dados que me davam a chance maior de acertar do que errar.

E aí passei o dia crivado de desmentidos dúbios, na incerteza, no mar da dúvida.
Até que, às 19h, veio a confirmação da notícia, que se espalhou então triunfante por todos os veículos de comunicação, os da trincheira e os concorrentes.

É a consagração. Mas é fruto de muito trabalho, nervosismo, tensão.

E credibilidade. Credibilidade do veículo em que se trabalha, seja televisão, rádio ou jornal.

E credibilidade do jornalista. Que significa uma longa história da relação entre o jornalista e seu público.

Uma história de fidelidade à verdade. Uma história de lealdade do jornalista com os conteúdos do seu trabalho, endereçados à causa da informação e ao bem da coletividade, em primeiro lugar, ao interesse do leitor, do ouvinte, do telespectador, em segundo lugar.

Mas essa luta toda acaba proporcionando grandes vantagens. A repercussão desses embates acaba proporcionando uma preferência das fontes para o jornalista prestigiado, as notícias acabam desembocando ao natural nos braços do profissional designado pelo esforço e pela idoneidade para recepcioná-las.

Valeu a pena.

Autor do Texto: David Coimbra