Ficou pra última rodada

domingo, 30 de novembro de 2008

A emoção é definitivamente a palavra-chave desse Brasileirão 2008. A decisão será na última rodada, São Paulo e Grêmio lutarão pelo tão sonhado título do Campeonato Brasileiro. O Tricolor Paulista teve a chance de antecipar essa agonia, mas desperdiçou. O Fluminense, mais uma vez, atrapalhou os planos são-paulinos.

Na briga pela Libertadores, tanta emoção quanto. O Cruzeiro tropeçou de novo, o Flamengo bobeou mais uma vez, e o Palmeiras fez o possível para vencer fora de casa, mas empatou. O rubro-negro se deu mal, e continua fora da zona de classificação.

Agora chorem, lamentem, e lamentem mais ainda. A Portuguesa foi rebaixada de novo, para tristeza dos lusitanos e de todos aqueles que admiram o time do Canindé. Uma pena para o futebol paulista. O Ipatinga também já está oficialmente rebaixado para a Série B.

Não é Libertadores mas tá valendo

quarta-feira, 26 de novembro de 2008


Uma final inédita, uma final com um time brasileiro e não mais por isso, o inédito. Brasil contra Argentina na decisão, Internacional contra Estudiantes, D' Alessandro contra Verón, novo contra o velho, final da sulamericana. Importante? Não muito. Mas por que não? Talvez porque não tenha uma grande recompensa ao campeão, além dos milhões de dólares.

Uma vaga na Libertadores? Seria o ideal. E para os mais sonhadores, por que não para o mundial? Mundial de Clubes da Fifa. Você prefere ver o Inter lá no Japão ou acompanhar jogos dos "Al-..." da vida? Resposta óbvia.

Mas se todos menosprezaram essa competição, o Colorado não. Aliás, deu muito importância, tanto que já abandonou de vez o Campeonato Brasileiro, apostou tudo na segunda competição sulamericana mais importante da América do Sul.

A final não é contra o River Plate, muito menos o Boca Juniors, mas o adversário também tem sangue argentino, e não custa nada tirar uma casquinha dos nossos hermanos. Afinal, final é final.

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Um é bom, dois é ótimo, três seguidos? É Tricolor!

domingo, 23 de novembro de 2008


Quem mandou o Grêmio vacilar?
Quem mandou o Palmeiras bobear?
Quem mandou o Cruzeiro tropeçar?
E quem foi que mandou o Flamengo despencar?

Deu nisso. Faltando duas rodadas para o fim do Brasileirão 2008 adivinha quem vai ser o campeão? Pra variar, o São Paulo. Méritos? Muitos. Mas o que dizer de quatro times que passaram o campeonato inteiro na liderança, e nenhum deles será o grande vencedor?

Enquanto os quatro se preocupavam com jogos ali, jogos aqui, o Tricolor do Morumbi chegava um pouco quieto, um pouco despercebido, e hoje já é líder absoluto, e cada vez mais distante. Quem acreditava? Eu não. Mas o futebol é assim hoje em dia, vence quem é mais competente, vence quem tem mais regularidade. E regularidade foi uma palavra esquecida totalmente no Campeonato Brasileiro deste ano.

Agora fiquem com esse monopólio que nos cerca, com todo merecimento, diga-se de passagem, porém que deixa o futebol cada vez mais sem graça. Quando um clube vai ser tão grande a ponto de encarar o São Paulo de frente? Parece que só lá existe organização, só lá existe um projeto.

Admirem e copiem o que é bom, porque se continuarmos assim o futebol vai ficar cada vez mais com as cores: branca, vermelha e preta. E todo ano a mesma imagem, um goleiro artilheiro levantando uma taça, e que chorem os outros times, pois enquanto eles ficam parados, o São Paulo dispara como o melhor time do Brasil, e sem contestações.

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Cadê o melhor do mundo?

quinta-feira, 20 de novembro de 2008


Que Brasil hein! Jogadas boas pra lá, golaços pra cá! Cristiano Ronaldo? Quem é esse? Sumiu em campo. Que jogo fácil, que jogo sem palavras, um jogo do Brasil? Isso. Aquele mesmo que não fez um gol se quer na BOLÍVIA, isso mesmo, BOLÍVIA, e em pleno Engenhão.

Mas Portugal, seleção que cresceu na Europa, seleção que teve Felipão, mas agora não tem. Tem sim um time bom, por sinal muito bom. Mas o que aconteceu? Um gol tudo bem, dois até vai, mas seis? Ninguém imaginava, nem o Dunga. Mas ficamos felizes é claro, afinal o Brasil jogou que nem Brasil. A última vez que vi um jogo assim da seleção foi contra... Deixa pra lá!

Que seja! Luís Fabiano confirmou a ótima fase e fez três. O autêntico camisa 9 que tanto procurávamos está aí. Adriano que se cuide. E voltemos a sorrir com belos gols e uma bela vitória, e de goleada. Brasil 6x2 Portugal. Boa volta à terrinha!

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Jogando como nunca, amarelando como sempre

domingo, 16 de novembro de 2008

Já se tornou repetitivo o "amarelamento" do Palmeiras, já se tornou frustrante para os torcedores. Não é de hoje que o Verdão perde a chance de brigar por um título e decepciona à todos que tinham esperanças em relação à ele.

O jogo do Maracanã disse tudo, mostrou que apesar do alviverde sempre estar entre os primeiros colocados, o time não tem condições de almejar algo maior que uma humilde vaga na Libertadores. O Flamengo por sua vez jogou um partidasso, Kléberson e Ibson jogaram como craques, sem nenhum erro. O rubro-negro jogou por música. Aquelas clássicas.

Foi inacreditável. Por dois motivos, mesmo sabendo da fragilidade do Palmeiras fora de casa, não se imaginava um placar tão elástico. E do outro lado, não se imaginava uma atuação tão espetacular como foi a do time carioca. Um 5 a 2 pra ninguém botar defeito.

Agora a briga, sem dúvidas, fica entre São Paulo e Grêmio, com enormes chances de um tricampeonato do tricolor paulista. De novo!

Uma idéia que não deu certo... Mas por quê?

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Sabe-se da importância do esporte na vida de alguém, e sabe-se também que para o deficiente isso tem um significado ainda maior. No ano de 2005 um projeto começou a ser desenvolvido pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro, onde diversas escolas espalhadas pelo Brasil seriam treinadas para desenvolver o esporte paraolímpico, o nome do projeto era “Paraolímpicos do Futuro”.

A idéia principal era treinar os professores de educação física para que eles pudessem estar capacitados para lidar com pessoas deficientes, e também incluir o esporte na vida dessas pessoas, que querendo ou não são alvos de muitos preconceitos. Buscava-se uma inclusão que nem sempre acontecia, e ainda não acontece. Campeonatos entre escolas seriam organizados.

Não deu certo. O projeto durou pouco mais de dois anos, tendo fim no dia 13 de outubro deste ano. Um dos motivos alegados pela CPB foi um problema entre a entidade e o Tribunal de Contas da União. E novamente uma idéia que parecia brilhante, acabou do nada. Por que isso acontece? Idéias como essa não podem passar em branco, ou durar dois anos e serem removidas sem a menor justificativa.

Precisamos de pessoas sérias, que tenham projetos e decolem com eles até o seu limite máximo, e mesmo assim não parem, porque quem pára se acomoda, e acomodação é uma palavra que não está no dicionário dos vencedores. Afinal, esporte é vida!

É Marcão...

domingo, 9 de novembro de 2008

Mais uma vez o Palmeiras parou. Parou de vez, e não jogou nada, realmente nada. Faltou de novo um meia criativo? Com certeza. Aliás esse problema já vem tirando a paciência do torcedor, assim como a falta de poder de decisão do time, que sempre nas horas decisivas acaba tropeçando.

O Grêmio, ah o Grêmio! Que gol foi esse? De novo Marcos? Como descrever um gol assim? Sem palavras. E o desespero? Faltando 15 minutos para o fim do jogo, o goleiro Marcos já arriscava idas para o ataque. Podia sim comprometer o time, e o 2 a 0 ficava mais fácil de ser alcançado pelo time gaúcho, sorte que não aproveitou, sorte para o Palmeiras. Ou azar? Afinal a briga pelo título ficou muito mais difícil.

Faltando quatro rodadas o Verdão deu uma bobeada dessas, e pode ser crucial. De que adianta torcer contra o São Paulo se o time alviverde não faz nem a sua parte? Tristeza para os palestrinos, e alívio para os tricolores paulistas que vêem o tricampeonato cada vez mais perto.

Peixe se afoga na chuva, Palmeiras mais vivo do que nunca

domingo, 2 de novembro de 2008


Começou o clássico, mas já? 1 a 0 Palmeiras. Rápido demais, nem deu pra recompor as emoções da Fórmula 1 e lá vinha mais emoção no Brasileirão. O gol foi de Kleber, o gladiador alviverde. Mas não foi nada fácil segurar esse placar, aliás, até foi pela falta de pontaria dos atacantes santistas.

Chances e mais chances foram perdidas pelo Santos, que encontravam buracos enormes na defesa palmeirense, mas não aproveitava. Apesar da fragilidade em defender os contra-ataques do Peixe, o Verdão teve mais uma bela surpresa na zaga (nem tão surpresa assim), e foi Martinez. Para que Gladstone, ou Maurício, ou David... Martinez deu conta do recado. Assim como Bruno, que fez defesas espetaculares.

Na volta do segundo tempo, de novo! Gol do Santos, gol relâmpago, tudo igual na Vila Belmiro. Polêmica no gol, o juiz validou, o bandeirinha não. Uns dizem que foi Kleber Pereira que fez, outros que Bruno jogou contra a própria meta. Mas sem reclamações, empate justo, gol legal. A expulsão de Luxemburgo que não foi nada legal, difícil de entender.

O Palmeiras foi pra cima. Denílson e Léo Lima entraram para tentar mudar a cara da partida. De certa maneira deu certo, não daquele jeito exuberante, mas o suficiente para deixar a torcida alviverde transbordando de alegria aos 45 minutos do segundo tempo, quando Léo Lima colocou o Verdão na frente de novo, 2 a 1. E assim como na Fórmula 1, o jogo foi decidido nos último minutos, e foi algo incrível para coroar uma bela partida.

E o Cruzeiro? Ah...3 a 0 para o Goiás. Força para o Palmeiras na reta final.

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Emoção até na última curva


Uma corrida histórica, como eu previa. Que emoção na reta decisiva, e que orgulho de ser brasileiro. Felipe Massa fez honra ao país que nasceu, fez milhões de pessoas sentirem uma enorme satisfação mesmo com o vice-campeonato. A corrida foi tranqüila para o brasileiro, já para Lewis Hamilton foi emoção do começo ao fim.

O inglês oscilava sempre entre a quarta, a quinta e a sexta posição. A grata surpresa foi Vettel, que infernizou a vida de Massa, e no final da corrida estava dando o título para o brasileiro, porém Glock estragou tudo, não suportou a pressão de Hamilton e cedeu na última curva, acreditem, na ÚLTIMA CURVA!

Emoção não faltou, naquela pista molhada, aqueles brasileiros gritando, tudo aquilo que faz parte de uma linda festa. Festa que não terminou verde e amarela, mas com certeza não houve frustração. Hamilton merecia esse título, e Massa fez de tudo e mais um pouco para se sagrar campeão. Não foi dessa vez.

O brasileiro cruzou a linha de chegada campeão, e alguns metros depois viu esse título ir por água abaixo junto com aquele dilúvio que hora caía na pista de Interlagos. Mas convenhamos, um ponto de diferença é fantástico. Sorte de Lewis Hamilton, o título é dessa vez é dele.

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"É muito perigoso ser jornalista", por David Coimbra

sábado, 1 de novembro de 2008

Uma profissão perigosa, essa de jornalista. Quase todos os dias aparece um espertalhão querendo se valer ou do anonimato, ou da calúnia para espetar alguém. E a responsabilidade vai ser quase sempre do jornalista.

Plantar notícia em jornal é quase tão freqüente quanto mau-caratismo de gente bem graduada ou filhotismo que pretende passar para trás alguém que possui maior mérito.

Muitas vezes, a notícia que pretende ser plantada é cheia de verossimilhança. É muito difícil de duvidar-se dela, tão bem ela está encaixada dentro de uma situação, de um escândalo que já vem se desenvolvendo, ou então se coaduna perfeitamente com a personalidade já fragilizada de alguém.

Mas é falsa a notícia que se pretende publicar. Ou então é verdadeira mas não há como prová-la e o jornalista que intenta a divulgação fica segurando no pincel, sendo responsabilizado por não ter preenchido o ônus da prova.

É muito perigoso ser jornalista. E mais ainda, como me aconteceu há 20 dias, faltando apenas 25 minutos pra eu entrar no Jornal do Almoço, me veio a informação bombástica. Tive apenas alguns minutos para checá-la, não como eu queria amplamente, mas perifericamente como mal eu desejava.

E tive de dar a notícia. Arriscando a minha pele, embora com dados que me davam a chance maior de acertar do que errar.

E aí passei o dia crivado de desmentidos dúbios, na incerteza, no mar da dúvida.
Até que, às 19h, veio a confirmação da notícia, que se espalhou então triunfante por todos os veículos de comunicação, os da trincheira e os concorrentes.

É a consagração. Mas é fruto de muito trabalho, nervosismo, tensão.

E credibilidade. Credibilidade do veículo em que se trabalha, seja televisão, rádio ou jornal.

E credibilidade do jornalista. Que significa uma longa história da relação entre o jornalista e seu público.

Uma história de fidelidade à verdade. Uma história de lealdade do jornalista com os conteúdos do seu trabalho, endereçados à causa da informação e ao bem da coletividade, em primeiro lugar, ao interesse do leitor, do ouvinte, do telespectador, em segundo lugar.

Mas essa luta toda acaba proporcionando grandes vantagens. A repercussão desses embates acaba proporcionando uma preferência das fontes para o jornalista prestigiado, as notícias acabam desembocando ao natural nos braços do profissional designado pelo esforço e pela idoneidade para recepcioná-las.

Valeu a pena.

Autor do Texto: David Coimbra

Hamilton ou Massa?

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

A ousadia de Lewis Hamilton ou a vontade de Felipe Massa?

Não que Massa não tenha essa ousadia, aliás, vejo os dois com características muito parecidas, até por isso se deve a briga dos dois pelo título mundial. O cenário é brasileiro, o GP é brasileiro, um piloto é brasileiro, e o outro inglês. A liderança é do estrangeiro, mas a vontade de todos nós é que a mesma termine com o brasileiro.

Já imaginou Felipe Massa se sagrando campeão da Fórmula 1 em seu país natal? Mas Hamilton é o concorrente, aquele mesmo que se espelha em Ayrton Senna, então devemos temê-lo. A ousadia do inglês assusta os mais conservadores, porém só enche os olhos dos revolucionários. E me deixa ainda mais com vontade de acompanhar essa corrida que promete ser histórica.

Se não der Brasil, pelo menos veremos uma incrível revelação do automobilismo, e ele veio para ficar.

Que sofram as consequências

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Olha só, deixaram o São Paulo chegar. Deixaram simplesmente um pentacampeão encostar nos líderes, e agora? Nem Palmeiras, nem Grêmio, agora o time que bota mais medo no Brasileirão 2008 é o Tricolor paulista. A irregularidade do time dava a impressão que isso dificilmente aconteceria, mas aconteceu.

Onze pontos foram tirados e o time do Morumbi é líder ao lado do Grêmio, e um ponto à frente do Cruzeiro e Palmeiras. É difícil acreditar numa recuperação dessas, por mais que o São Paulo tenha força nas decisões, ninguém imaginava. Mas todos sabem, a ascendência Tricolor se deve a descendência de todos os líderes, ou melhor, a irregularidade.

Maradona técnico?

terça-feira, 28 de outubro de 2008


O "Deus" da Argentina, o segundo maior jogador da história do futebol (há contradições!), o cara que estragou a carreira devido às drogas, um ser humano que esteve à beira da morte mas se recuperou e hoje se tornou o técnico da seleção Argentina.

Isso mesmo, Diego Armando Maradona é o novo técnico da Argentina. Nem Carlos Bianchi desbancou o "Deus" argentino. Agora caímos no mesmo assunto de Dunga, qual a experiência de "Dieguito" como treinador de futebol?

Claro que é incomparável Dunga e Maradona dentro das quatro linhas, porém fora delas ambos estão nas mesmas condições. Será que os nossos hermanos cometeram a mesma falha que a nossa? Tomara que sim!

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O bom filho à casa torna

sábado, 25 de outubro de 2008


Ao som de Roberto Carlos, e ao melhor estilo, o Corinthians está de volta à Série A do Campeonato Brasileiro. Não foi sofrido, foi tranqüilo. Não foi suado, foi sem muitos esforços. Essa é a campanha alvinegra na Série B.

Adversários muito fracos, sem força para encarar de frente o Timão. Tudo isso tornou muito mais fácil a volta do time corintiano. Mas sem deméritos, a campanha foi sensacional, a seriedade também, e tudo fazendo parte da nova era do Corinthians, a era de Andrés Sanchez.

Jogadores como Dentinho, Herrera, Felipe, Douglas e Chicão, fizeram parte dessa batalha. Atletas que não são craques, porém mostraram ao torcedor corintiano o que eles gostam de ver, raça e determinação. A coroação veio hoje contra o Ceará, a vitória por 2 a 0 e a derrota do Barueri para o Paraná só fez se tornar real o que todos já sabiam.

O Corinthians voltou, e agora é pra ficar!
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Fluminense x ...?


Deu pane no Palmeiras, e deu a louca no Fluminense. Um jogo de um time só. Ambos jogaram como nunca, um com uma atuação horrível, o outro com uma exibição espetacular. Já se notava nas duas escalações o que iria ser o diferencial na partida, o meio de campo. Enquanto o Verdão não tinha nenhum grande meia, o Tricolor tinha.

Viu-se uma falta de criatividade imensa por parte do alviverde, que pressionou, porém jogava sem um grande criador. Faltou inteligência, faltou um Diego Souza, ou um Valdívia, para os mais apaixonados. O Fluminense nada tinha a ver com isso, pelo contrário, ele tinha esse tal camisa 10, o tal do Conca. O meia que jogou demais, e mostrou a importância de um maestro numa orquestra, mesmo que seja futebolística.

Num jogo que até o goleiro Marcos errou, o que esperar do resultado final? Uma vergonha total, pelo lado verde. O lado Tricolor foi maravilhoso, jogadas certas, poucos passes errados, sorte ao ver Martinez chutar a bola em Maurício e as redes de Marcos se estremecerem ao máximo, e uma apresentação longe de contestações.

Um 3 a 0 incontestável, e uma pimenta a mais nesse campeonato sensacional.

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Brasileirão pegando fogo

sexta-feira, 24 de outubro de 2008


Antes diziam: "Grêmio e Palmeiras, o título é de um deles". Agora dizem: "O título pode ser de qualquer um". Esse é o Campeonato Brasileiro de 2008. Difícil de prever.

Um campeonato de pontos corridos, sim. Que tem finais todas as rodadas. É impressionante como jogo a jogo a situação do campeonato toma rumos diferentes. O Grêmio que parecia distante de todos, agora vê no seu retrovisor Palmeiras, Cruzeiro, São Paulo e Flamengo. Todos ainda estão vivos na disputa.

Uma derrota de um, e um triunfo de outro, muda toda a história. Quem acreditava no São Paulo? Agora o time chegou, e todos sabem da eficiência que o Tricolor tem em jogos decisivos. O Flamengo é um caso a parte, um técnico inesperiente, e um time nem tão regular, porém pode aparecer como surpresa. Algo que não acredito.

Palmeiras e São Paulo parecem os mais fortes nessa disputa, uma vez que o Grêmio não mantém a mesma regularidade de antes. Enquanto os times paulistas têm feito uma sequência boa de resultados. Agora resta saber como vai terminar esse campeonato, que com certeza é o mais emocionante desde o primeiro de pontos corridos, disputado em 2003.

Entre os 10 melhores do mundo

quinta-feira, 23 de outubro de 2008


Quem não sabe da rivalidade estrondosa entre Palmeiras e Corinthians?

Quem não sabe dos mitos e histórias que rondam esse clássico paulista, nacional e por que não mundial?

O verde rivaliza com o preto, duas cores que não se misturam, duas cores que simbolizam a paixão de torcedores que não poupam esforços para demonstrar seu amor pelo clube, seja ele no estádio, em casa, no trabalho, na escola...aonde quer que seja! A grande história das duas equipes "contaminou" o mundo.

A rede americana, CNN, fez uma breve lista dos 10 maiores clássicos do mundo inteiro. Uma lista que pode ser questionada devido à falta de duelos como Barcelona e Real Madrid, Arsenal e Manchester United, Milan e Inter de Milão...

A lista começa com um clássico nem tão divulgado mundialmente, qual o conhecimento que você tem de Celtic e Rangers? Sinceramente, insignificante. Mas no país onde eles vivem, a Escócia, o jogo é muito respeitado. Afinal não se trata de uma simples rivalidade futebolística, mas sim de um confronto religioso, algo fora da realidade.

O clássico paulista só aparece na nona posição, atrás de jogos como Al Ahly e Zamalek, Red Star Belgrade e Partizan Belgrade, e Wyda e Raja Casablanca. Nunca ouvi falar desses seis times. Com certeza seria mais interessante ver um Flamengo e Vasco, Internacional e Grêmio, ou até mesmo Ponte Preta e Guarani. Sem exageros.


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Que clássico!

domingo, 19 de outubro de 2008


Que clássico foi esse? Um dos melhores que já acompanhei na minha vida. Palmeiras e São Paulo fizeram um jogo emocionante, um jogo que há muito tempo eu não via. Uma partida com cara de final, que analisando friamente tinha mesmo. Viu-se no Palestra Itália duas equipes aguerridas, mostrando toda aquela emoção do futebol. Um clássico inesquecível.

Que começou conturbado...

Um pênalti tolo de Léo Lima fez o São Paulo sair na frente, o que era muito injusto naquela oportunidade. O Palmeiras jogava melhor, com Diego Souza em ótima jornada. Salvio Spínola, o árbitro da partida, queria confusão. Diego Souza tentava dar reinicio ao jogo, Borges impediu. Confusão e expulsão dos dois jogadores. Fato que pode ser muito bem explicado por uma simples expressão que o técnico Vanderlei Luxemburgo disse ao àrbitro: "Você está louco?". Fato.

Spínola parecia estar louco, parecia estar querendo "mostrar serviço" e acabou fazendo uma enorme besteira. A saída de Diego Souza acabou definitivamente com o esquema do Palmeiras, e fez o São Paulo aproveitar os contra-ataques. Dagoberto estava disposto a arranjar briga. Mas foi dele que saiu o segundo gol do Tricolor, logo no final do primeiro tempo.

O lateral-esquerdo Leandro, do Palmeiras, mostrou um otimismo enorme enquanto saia em direção ao vestiário: "Se eles fizeram dois gols, agente também pode fazer no segundo tempo". Que boca santa!

O segundo tempo foi inteiramente na base da raça, os jogadores estavam tensos desde o começo da partida, ambos os times não mediam esforços nas divididas. Pelo lado do São Paulo, o goleiro Rogério Ceni fazia uma partida espetacular, com defesas fenomenais e inacreditáveis. Do outro lado tinha Kléber, o atacante palmeirense brigava o tempo inteiro e irritou os defensores são-paulinos. E todo esse esforço de Kléber valeu a pena.

Pierre e Denílson entraram bem no jogo. O camisa 5 fez muito bem o seu papel de desarmar, e conseguiu anular muito bem os atacantes tricolores. Já Denílson buscava jogadas pelas laterais, e foi pela direita que ele iniciou a jogada do primeiro gol do Palmeiras, concluída por Kléber. Essa foi a recompensa ao camisa 30 do Verdão, que viu Leandro (aquele mesmo da declaração no final do primeiro tempo) bater a falta, Dagoberto desviar e a torcida comemorar. Tudo igual no Palestra Itália.

Ninguém esperava a reação alvi-verde, algo que parecia impossível aconteceu. Assim como o gol que Hernanes perdeu na cara do goleiro Marcos logo em seguida. O jogo terminou 2 a 2, vimos um Palmeiras guerreiro, contra um São Paulo precavido, que não tomou suas devidas precauções ao tomar dois gols em três minutos. Fato que dá um gás todo especial ao Campeonato Brasileiro. Emoções grandes estão por vir.

FOTO: UOL

D' Hexa vez o título é nosso


Ano 2000, final perdida para a Espanha. Ano de 2004, eliminados pela Fúria na semifinal. Ano 2008, novamente a seleção espanhola no caminho do Brasil. Mas agora tudo seria diferente. Aquele camisa 12 habilidoso, que arrepiou com todos adversários que ousavam entrar no caminho do Brasil, cadê ele?

Falcão jogou pouco pois sofreu uma lesão logo no primeiro tempo, teve que se contentar em apreciar o jogo somente pelo banco. Perdiamos nosso principal atleta, mas não perdemos o time. A união e o entrosamento falam mais alto em finais como essa, e apesar do craque Falcão não estar presente, ainda tinhamos Tiago, Gabriel, Schumacher, Lenísio e Marquinho.

A torcida parecia algo de outro mundo. Arquibancadas lotadas, onde se viam canudos infláveis e muita gente, mas muita gente mesmo botando aquela fé na nossa seleção. Os espanhóis...bom os espanhóis ficaram na Espanha mesmo.

O jogo em si foi dramático, com o primeiro gol saindo apenas no segundo tempo, e foi brasileiro. Marquinho fez após a bola desviar no rosto de Borja. Mas a Espanha mostrou poder de reação ao empatar com Torras, um belo gol. O espanhol acertou um chute no ângulo de Tiago.

Minutos após o gol da Fúria veio a lesão de Falcão, algo preocupante que fez o camisa 12 jogar na base da raça, mostrando o que é ser brasileiro de verdade. Ele não aguentou. A dor no pé parecia forte, mas não era tão grande como a dor que ele sentia no coração por não poder participar do restante da partida. Porém o melhor jogador do mundo não se abateu e transmitiu toda a energia que tinha consigo para o restante do grupo, mesmo no banco.

Vinícius foi do inferno ao céu em poucos minutos. O jogador recebeu a bola na área com o goleiro batido, e algo inacreditável aconteceu, ele perdeu o gol. O Maracanãzinho não acreditava no que via naquele instante, aquelas milhares de pessoas se limitaram somente à um único som: "Uh!". Mas veio a redenção. Quem pensava que isso o abalaria quebrou a cara ao ver a bola estufando as redes do goleiro Amado. E de quem foi? Vinícius. Que correu para os braços da galera. Dois a um Brasil e o sofrimento contiuaria.

Creio que há tempos a torcida brasileira amante do futebol não torcia tanto pela seleção como aconteceu hoje, mesmo que tenha sido no futsal. A emoção estava forte, e ficou mais ainda quando Álvaro empatou para Espanha, um balde de água fria. Não houve mais tempo pra nenhuma reação, e a prorrogação foi inevitável.

O empate permaneceu e fomos para os pênaltis. O coração batia forte, o cansaço era visível, porém a vontade de levar mais um mundial, e ainda ganhando do seu maior rival atual fez com que o Brasil superasse tudo isso e fosse com toda força e coragem para a disputa das penalidades.

Tiago deu lugar à Franklin no gol brasileiro, e foi ele o herói do Brasil, ou por que não o espanhol Marcelo? Ou devemos dizer o brasileiro Marcelo? A última cobrança, aquela decisiva, ficou nos pés de Marcelo, que por ironia é um brasileiro naturalizado espanhol. Ele errou, e Franklin pegou. Será que ele ficou feliz ou triste? Afinal ele é brasileiro.

Mas nada disso importa, o Brasil conquistou o sexto título mundial e fez a alegria dos milhões de brasileiros, que vêem o futsal como a referência do nosso país no que se diz esporte com os pés.

FOTO: globoesporte.com

Que sirva de exemplo

quinta-feira, 16 de outubro de 2008


O futebol brasileiro pode estar em baixa, mas o futsal não. A magia do futebol brasileiro pode estar desaparecendo pouco a pouco, mas a do futsal não. A seleção brasileira de futebol pode não ter um grande ídolo, mas a de futsal tem. Tempos em que ficavamos maravilhados com jogadas de Pelé, com as faltas de Zico, ou então com os gols de Romário.

Nos gramados estamos longe de rever esses acontecimentos, porém nas quadras tudo é diferente. Um jogador nem tão forte, porém "arisco", não leva a tradicional camisa 10 nas costas, pois é com a 12 que ele fez e faz história. O nome dele é Falcão, não é o ex-jogador do Internacional, mas faz honra ao nome que tem.

Nas quadras do Brasil acompanhamos um Mundial de Futsal, nem tão divulgado como o futebol, mas com a mesma importância. O Brasil chegou como favorito, e assumiu essa responsabilidade. Goleadas contra times fracos, vitórias suadas contra times também considerados favoritos ao título e a consagração final ao chegar justamente à final.

O jogo contra a Rússia foi difícil, um adversário "cascudo" que fez de tudo para estragar a festa brasileira. O desejo obcessivo em voltar a disputar uma final de mundial fez com que os jogadores brasileiros suassem sangue, e encarassem aquele jogo como "o jogo". A disposição teve sua coroação final, 4 a 2 para o Brasil.

Oito anos após perder a finalíssima para a Espanha, a seleção de Falcão e Cia. volta a disputar uma final, e justamente contra quem? A Espanha, que venceu a Itália com um gol no último minuto (e foi contra!).

Torceremos por essa seleção, que ao contrário da outra, joga um futebol com cara de Brasil.

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